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Reviver um sonho

Segunda-feira, 04.10.10

Hoje foi assim fremente, já sem mágoa

este meu sonho irrequieto, perdido

na vontade de te ter, a cada passo

mais uma incógnita, ao virar

de uma página que arde para sempre,

nas palavras deste meu livro.

És o mito que transborda

para além de um Outono quente, tantos Outonos

apagados de uma memória infinita.

Lembro-te o sorriso ausente

quando ao lixo deitas todo o meu afecto.

Sonho que me bombardeia a mente

a cada viagem à volta do meu mundo

que por ser pequeno, tão grande se torna

Toma conta e invade a minha esfera.

E, eu sentada cadeira vazia e coração em ti,

Sorrio... consigo sorrir e lembro mais uma vez

o olhar ardente no beijo que a boca pede

Eu e tu no reviver de um sonho.

 

 

 

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publicado por Maria às 23:43

Introspecção II

Sexta-feira, 21.08.09

O pensamento beija cada momento em que penso em ti

Em cada letra as lágrimas são de rendição

Em cada palavra não proferida, uma tempestade

de uma emoção que a custo contenho

Nesta proibição que me impus e não consigo aplicar.

 

Danço ao som do vento e o mar lá em baixo

Geme a sua longa dor, nas cores vibrantes

De mais um fim de tarde

Um anjo brinca comigo, gato e rato,

esconde-esconde, nas saias da mãe

Crianças a fazer construções na areia,

Delírio de sonhos de adultos a imaginar

Que a vida se move apenas aqui.

Figuras contempladas por olhos frios

de pássaros que gritam a sua liberdade.

E o altifalante rouco que me atropela

os ouvidos no meio do extenso areal.

A capela fica ali no meio do Oceano,

tão perto… que a toco com os olhos da mente.

Suavemente o mar agita o seu terno abraço,

nesta oração diária.

Escarpada esta inusitada e abstracta imagem

que me percorre o corpo, numa sensação

de arrepio delirante de saudade.!

 

Beijo cada momento em que penso em ti

Em cada frase escrevo um apelo que não lês.

Fico a mitigar a mágoa para ultrapassar este dia tão nosso.

E…imagino teu rosto desenhado nas nuvens distantes.

 

 Autora: Airam Vieira

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Quem me dera...

Terça-feira, 21.07.09

 

Quem me dera não ser uma pessoa

Ser apenas a pedra a rolar no tempo

A raiz agarrada à terra, o vento…

Quem me dera…

Não ter olhos de lágrimas a surgir

Estar morta e mesmo assim, saber sorrir

Ser a ruela e estar à tua porta

Quem me dera…

Ser apenas a chuva a cair

Desenho em branco a surgir

Nas linhas ondulantes da aurora

Quem me dera amor…

Que a saudade não doesse

Que o um raio se abrisse na escuridão

Ao flutuar me entregaria nos teus braços

Quem me dera amor… neste momento contigo estar.

 

 

 

 

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Ausência do teu sorriso

Quinta-feira, 06.03.08

Saberás tu o sentido que dás

Aos meus dias infindáveis

De coração ausente?

Ler em entrelinhas de prazer

Que colo na minha pele

Mapa de fronteiras inolvidáveis

De segmentos de ti…

És a minha natureza

Loucura de braços acesa

Na perdição de augurada

Magia com que me revisto

Em arco-íris de amor …

E fico tão prontamente dorida

Que me colo em fotografias

De paisagem adormecia

Para acordar nos teus braços

De eterna chuva colorida.

Neste pensar adormeço

Pousada no fascinante mistério

Com que brindas os meus dias

Em tradição antiga…

Delineio mais uma vez

O símbolo da Primavera

Na ausência do teu sorriso.

 

 

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Breve Suspirar

Quinta-feira, 28.02.08

Longe… no dia da tormenta que silencia

O meu dia de palavras ausentes

Vivo assim no prantear das noites

Nos becos arrumados do meu dia.

 

Brinco e choro com as mãos

Acesas de arco-íris que dão

Colorido a letras arrebatadas

Neste sentir que é meu chão.

 

Chão de verde raiado pelas notas

De tuas irisadas fantasias, tão minhas

Que embrulho em padrões iluminados

Em mais uma saga de nós…

 

Flores que se atropelam aos molhos

Em loucas fantasias de amar teus olhos

Que são doces, como o eternizar da morte

Em cristas de auroras boreais que são norte,

 

 momentos breves de Primavera solta

Onde nasce a certeza de um auspicioso dia…

Longe vai a tempestade que ausculta

O amor que em carícias nos presenteia.

 

Nas saudades que abraço em torno do silêncio.

com que afagas o meu dia... neste suspirar...

 

Autora: Airam Vieira

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