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Abstractas são as palavras

Terça-feira, 05.05.09

Cortei palavras de um livro antigo

e fiz novas imagens, como aquelas

que estão perdidas no tempo e voam

Como borboletas de um dia só.

Uma fonte jorrou água, a saciar a sede

numa fórmula insolúvel, na transformação.

Consumiu-me o fogo ao percorrer este

manual de palavras abstractas.

Um corpo a fingir que é forte de tão frágil.

Cortei palavras de diálogos vastos

Covardemente me aquietei …na ira dos dias.

Serenamente, atropelei o meu coração.

O sonho vive ainda apesar deste cansaço

Com que lidero o âmago da minha vida.

E vou continuar a cortar as palavras desse livro,

porque o meu momento é agora e nunca antes.

E sinto frio, tanto frio… a viver dentro de mim.

Que os dias venham aglomerados num só

Para deixar o silêncio adormecer e… docemente

sentir o calor do teu abraço.

Até quando este continuar de palavras abstractas?

Airam Vieira ( Maria)

 

                    

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