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Em busca do Amor

Terça-feira, 30.01.07

 

O meu destino disse-me a chorar:

"Pela estrada da Vida vai andando,

E,aos que vires passsar,interrogando

Acerca do Amor,que hás-de encontrar"

 

Fui pela estrada a rir e a cantar,

As contas do meu sonho desfiando...

E noite e dia,à chuva e ao luar,

Fui sempre caminhando e perguntando...

 

Mesmo a um velho eu perguntei:"Velhinho,

Viste o Amor acaso no teu caminho?"

E o velho estremeceu...olhou e...

 

Agora pela estrada,já cansados,

Voltam para trás desanimados...

E eu paro a murmurar..."Ninguém o viu..."

Forbela Espanca

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Revelação

Quinta-feira, 25.01.07

Que choro é este?

Componho o meu pesar

Como se da morte se tratasse

Alquimia que me instiga

Na noite mágica, perdida.

 

Que choro é este?

Deambulo por entre arvores,

Despidas, que são meus abraços

Carreiros de água pardacenta

Na visão turva da vida.

 

Que choro é este?

Sussurro que não luto mais,

 não dou mais um passo

Neste vácuo vertiginoso

Da prisão da minha vida.

 

Que choro é este?

Doce e sem glória, um mundo

Numa infinidade de espaço

Sideral, que jogo no caminho

Impetuoso do amor.

 

Que choro é este?

 Medo do antídoto

Que se ergue como espada

Ferido pela ilusão da revelação

De uma sintonia perfeita..

 

Que choro é este, pergunto?

Ao meu ardente coração…

 

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SENTIR

Segunda-feira, 22.01.07




Respiro o vento…

Que canta a minha canção

Que me arrasta e deixa cair

No abismo que ouso abraçar

Através da alma.

Pedaço a pedaço

Toma conta do meu coração

Pedacinhos leves, invisíveis,

musicais, cada vez mais

Respiro o vento…

E (ainda) mesmo assim

Trago os olhos novamente

No mar dos meus sonhos,

Balouçando dentro de mim

Como vendaval enfurecido,

Aterrador, não tenho medo.

Deixo-me levar...

Respiro o vento…

No latejar de pensamentos

Que coloco em promessas,

Danças de vida,

pairando através da magia

de um tempo,

que é o momento

do meu navegar.

 

 

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SINTONIA

Quarta-feira, 17.01.07


Tu… que sustentas

 com olhar de fogo

 a  manhã fria dos meus dias

que limpas a minha ferida

Causada pela distância.

 

Tu…que me acaricias

com uma névoa cintilante,

Apesar da labareda

que me consome.

 

Tu…que renovas

a magia da minha essência

fazendo parar o eco,

que teima em me levar

à obscuridade.

 

Tu…que clamas

por mim como alguém

do passado, num rugido

de leão, que atravessa

a minha alma em vibrantes

tons de apelo.

 

Tu…que sou eu em ti…

A força de um amor

maior.

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Barqueiro (tempo de paz)

Sexta-feira, 05.01.07

O nome era teu e meu,

momento de paz

no rosto do barqueiro

que me fala do tempo...

nas vidas semeadas neste mar

hoje calmo,amanhã rebelde.

Travessia num outro mar,

encrespado furioso

No rosto do barqueiro

crispado de dor...

Ei timoneiro?quantas vidas?

E lá vai sorrindo

por entre as lágrimas

cansasço ardente,

Já não existe tempo

o limite é tudo

o que tem...liberdade

E o mar calmo hoje

amanhã rebelde

Lá se vai debatendo

rolando calhaus...

Dança triste na areia

O barqueiro continua

sem sombras a olhar,o mar.

Rostos iguais,como pode ser?

Num outro tempo

no mesmo lugar...

O barqueiro diz o nome,

o teu e meu serenamente

Um momento de paz

no sorrir da vida.

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