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Quarta-feira, 30.11.05
No silêncio do sonho,vê o teu amor renovado.

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Outro tempo

Quarta-feira, 23.11.05
Viver esta vida enclausurada
Será sempre minha sina?
Não ter corpo,nem alma,nem vontade...
Não ser mulher,mas sim escrava.
Viver na escuridão,na sombra
de um sonho há muito perdido,
Sem sentido real,profundo.
Ter corpo é ter a vida,
E do amor o desejo
A vontade,essa ,é coisa rara
a mim mesma não se declara
Será a alma enaltecida e não vendida?
Pois a morte com tudo acaba.

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Sonho

Terça-feira, 22.11.05
Ontem era...
Ou seria hoje?
As palavras loucas,
cruzam-se em deleite
clandestino...
Na noite sem sono
Minha boca ardente,
Espera o beijo,que não vem.
Queima-me o fogo,
Que nasce em mim.
Ontem era...
Princesa
Com sorriso de Estrela.
Ou seria hoje?
O ar envolve-me,
no teu abraço
Apaga a sede do sonho.
Ontem era...
Ou seria hoje?

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Domingo, 20.11.05
Hoje acordei com lágrimas no coração
A música a mesma de sempre
Talvez seja pelo fim do Outono também
O sonho delirante na noite ventosa...
As veias atravessam planaltos,
Estradas e abismos...
Em encontros e desencontros
nunca se saciam
Caminham sempre seguras de chegar.
Mesmo que o vento esteja num remoinho
de pensamentos
Uma data não importa
Uma ferida também não...
Mas o sangue goteja
e todos os dias morro um bocadinho

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Domingo, 20.11.05
Para meu coração basta o teu peito
para que sejas livre as minhas asas.
De minha boca chegará até ao céu
o que dormindo estava em tua alma.

Tu trazes a ilusão de cada dia.
Chegas como o orvalho nas corolas.
Com a tua ausênciaa escavas o horizonte.
Eternamante em fuga,irmã das ondas.

Já disse que o teu canto era o do vento
como cantam os mastros e os pinheiros.
És como eles alta e taciturna.
E entristeces de pronto,como uma viagem.

Acolhedora como antiga senda.
abrigas ecos e vozes nostálgicas.
Desperto e alguma vez emigram,fogem
pássaros dormidos e m tua alma.

Pablo Neruda

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publicado por Maria às 00:46

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Sábado, 19.11.05
rosa vermelha neve.jpg

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publicado por Maria às 19:09

Saudade

Quarta-feira, 16.11.05
Momentos do tempo que passou,
Abraça-me,nem que seja em pensamento.
Nestas páginas onde escrevo
sem resposta
na magia do tempo
sem tempo
sem olhos...
Os teus olhos
olhando para mim,
como se o mundo parasse
como sóis...
queimando-me a pele
em eternos sonhos
dourados.

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Verdade em mim

Quarta-feira, 09.11.05

Vagueio sozinha pela cidade,tentando em vão não me lembrar... Mas os olhos que procuro são os teus,os outros nunca os vi. Verdade,o que é a verdade? Desenhada nas veias a correr,à espera com perguntas e respostas feitas, no momento, "tipo mapa" cheia de caminhos sombrios confusos por percorrer na minha própria pele. Voam os pombos por cima da minha cabeça. Chove;tanta gente... aqui a linguagem é outra,não pertenço aqui, e no entanto sempre pertenci. Dançar à chuva contigo, sentir Deus no sitio divino, a ousadia do prazer que trago comigo, para em sonhos te oferecer. Paro no "coffee shop da Jamaica e peço um chocolate quente,estou mesmo cansada, mas este cheiro intenso, acelera ainda mais o desconforto e vou bebericando este nectar, (cujo sabor se acentuaria, acompanhada pelos amigos) que repõe a energia perdida.

    Olho sem ver,tenho medo de tocar a minha dor e de me afogar nela; os meus demónios teimam em sair e sinto que o conhecimento de mim, se esvai como uma sombra. A sensatez está agora no meu lado mais escuro, e deixo pedaços do meu eu escondidos no canto mais longinquo. Ah! mãe de todas as deusas,preciso de luz, do riso, do meu riso novamente,porque já não sou eu e não conheço esta outra. Saio,vou fazer umas compras,novamente os pombos,consigo sorrir e respiro pronta para abraçar a ponte inacabada do meu rio, de dificil travessia e sem horizonte azul.

   Todo o meu universo foi abalado, por um sismo de grande magnitude, cujo sentir foi a explosão da raiva contida em mil fagulhas de lágrimas,que vou tentar transformar em sorrisos e o amor em perdão. Um dia comigo mesma! - fez-me bem este momento aparente de solidão, ao abrir os braços a esta dor. A música percorre a minha alma e o refrão modifica-se,porém não tenho respostas para te oferecer e as perguntas, são as mesmas que um dia hás-de ter. Absorta paro, um raio de sol enfeita agora o meu caminho, vou seguindo a vida, o que ela tem para me oferecer...

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Ilusão

Segunda-feira, 07.11.05
Pedaços de Oceano
teimam em sair
dos meus olhos,
sal que escorre
através dos poros
da prometida ilusão...
Pedaços de alma
arrancados por marinheiros
em noites de vendaval...
Pedaços de caminho
por percorrer
na floresta da vida,
em noites encantadas
de lua cheia...
Pedaços de mim
que em ti deixei
e em mim deixaste,
sem rumo e sem sentido.

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Domingo, 06.11.05
Tenho fome da tua boca,da tua voz,teus cabelos
e pelas ruas vou sem me nutrir,calado,
não me sustenta o pão,a aurora me desconcerta,
procuro o liquido som de teus pés pelo dia.

Faminto estou de teu sorriso resvelado,
de tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra de tuas unhas,
quero comer tua pele como intacta amêndoa.

Pablo Neruda

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