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Doce Natureza

Domingo, 20.11.11

 

 Abriu o coração na perdida mente insana.

 Era noite fria e morno foi o dia

 Lua cheia reflectia uns olhos suaves,

 através de um vidro água escorria

 Ela chorava e ele mentia...

 Procurou pelo fim da linha

 em mais um daqueles momentos

 não acabou e ela morria.

 No espaço o filme daquele morro

 descoberto, já nem as árvores o detinha,

 e foi Primavera, verde florido eram os jarros

 da sua vida, na brancura que ia e vinha

 Na terra se deitou, era
 eternidade e mais um dia.

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publicado por Maria às 02:01

Trocadilho

Sábado, 12.11.11

Eu, só sei que hoje preciso de escrever

é tal o meu cansaço, que eu mesma não sei

se é do dia 11, ou da queda que dei!

O susto foi tão grande que parece que desmaei!

Não leves a mal este verso

do que em cima declarei, pois quem no

fim mais sofreu foi o meu cu, não fui eu!

A brincadeira acabou e logo a sensatez

voltou, pois já me arrependi

Do post que aqui coloquei!

 

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Espaço sentido

Segunda-feira, 07.11.11

Onde está a ideia?

O cérebro ocupou-se de projectos no sonho da vida.

A inspiração vem aos poucos cristalizada pelo sentir,

Fragmentado do cheiro da memória.

Inconstante e talvez inconsequente, mas mesmo assim
profundo.

Eu, na lógica do ser

pessoa que erra demasiado, fragilizada por tantos
sentires

Porque este produto que é a minha imagem

É só um invólucro, cujo brilho é atenuado pela ausência
de mim, em mim , na esfera da tua longa partida.

por não saberes o quanto dói, nunca irás e talvez nunca saibas,

apesar de utilizares o corpo em beneficio do sexo, e apenas isso!

Porque o amor não tem letras, com a boca fechada, no
sorriso falso de animal ferido.

Esta sou eu, apresento-me limpa de alma despida de
preconceitos.

O esboço delineado, amor que continua no brilho dos teus
olhos.

Na continuação de que as lágrimas estão dentro dos olhos

E não quero nunca mais engasgar-me com elas.

Neste espaço que ainda é meu.

 

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publicado por Maria às 23:22

Tu não sabes

Quarta-feira, 08.06.11

 

Tu não sabes que penso em ti.

O espaço é silêncio

e com os pássaros voo

todos os dias na minha estrada

de olhos acesos neste mundo

de incógnitas.

As saudades... efeito tranquilo

dão-me asas coloridas.

pinto-as deste modo

simples nos olhos de quem me lê.

Tu não sabes que penso em ti

Papel amarrotado num dia perfeito.

Contudo, falta a imagem

do sorriso ao meu brinde

fim de tarde.

Fim de tarde não...

Porque a noite vem

suspeita de ser mais uma

nova lua, em que

a imaginação sente frio

deste continuo percurso

em que tu não sabes...

o quanto eu penso em ti.

 

 

 

 

 

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Hino à amizade

Segunda-feira, 07.02.11

 

 

Gosto da risada

da partilha

de quem tem tempo

para sorrir  e semear

 o perdão…

Gosto de quem ama

e gosta dos amigos

morre de saudades e

dá espaço à abertura

de emoções…

Gosto de sentir

Que os sonhos são

a vida…

De quem vive e luta

na senda

do dia a dia…

Gosto de gente feliz

que com lágrimas

dá a alma

por mais uma lição.

Gosto do prazer de oferecer

com ternura

um embrulho de gratidão.

Gosto de gente sensível

sem preço

que vive na ilusão

que todos, um dia unidos

de mãos dadas

o mesmo sentirão.

 

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Reviver um sonho

Segunda-feira, 04.10.10

Hoje foi assim fremente, já sem mágoa

este meu sonho irrequieto, perdido

na vontade de te ter, a cada passo

mais uma incógnita, ao virar

de uma página que arde para sempre,

nas palavras deste meu livro.

És o mito que transborda

para além de um Outono quente, tantos Outonos

apagados de uma memória infinita.

Lembro-te o sorriso ausente

quando ao lixo deitas todo o meu afecto.

Sonho que me bombardeia a mente

a cada viagem à volta do meu mundo

que por ser pequeno, tão grande se torna

Toma conta e invade a minha esfera.

E, eu sentada cadeira vazia e coração em ti,

Sorrio... consigo sorrir e lembro mais uma vez

o olhar ardente no beijo que a boca pede

Eu e tu no reviver de um sonho.

 

 

 

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publicado por Maria às 23:43

Horizonte do sonho

Domingo, 18.07.10

 

O sonho brilhou no horizonte e foi realidade.

No espaço recôndito da mente és a voz serena

A tropeçar na ilusão de todos os dias.

Alinhei uma imagem de surpresa no pensamento e

Foi o teu abraço que surpreendeu as esferas

Do meu olhar perplexo.

Alimentei a fome de amor e saciei a alma com o teu riso.

 

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publicado por Maria às 23:26

Memorias

Terça-feira, 09.03.10

 

Gastei todos os recursos ao perder-me
no céu prometido das tuas mãos.
Percorri as ruas sombrias da tua ausência
na cidade a desaguar o rio do meu amor.
O silêncio resta em nós e na fugidia imagem
Do teu olhar…
As sombras ecléticas cobrem as ruas
neste entardecer suave e diferente.
O medo dispersa-se para o outro lado da ribeira,
Sim… estou aqui…por entre muros históricos
Que a pedra ousa guardar.
Na penumbra sinto o frio que me arrepia a lembrança.
Será real esta angústia permanente?
Ou ilusão que me tolda o espírito inquieto?!
Enfim…respiro uma nostalgia doce e gasto
Todas as lágrimas, na boca a reclamar
O sorriso (...) da palavra perdão.

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Paradoxo

Sábado, 16.01.10

Desenhaste um não na tua boca perfeita...um não, sem sentido algum.

e seria tão fácil ler o momento, tão simples...de redesenhar

sem lacunas inventadas no teu desdém.

Da verdade de um não oculto

Meu Deus… sem deus, por resposta nas lágrimas de mais um dia.

Lágrimas vivas que voltam para os olhos da alma.

Esse não…feito por actos de incíivel semelhança

Como tantos outros da minha vida.

E foram tanto, que lhes perdi a conta.

Mostrei-me despida de preconceitos falaciosos

Deixei para trás todas as barreiras, como tão bem sabes

A dor fez-me sentir novamente o peso desta angústia subjacente

Mas…desta vez, devolvo-te todo o meu paradigma

Este teu não simplificado, de tão poderosa analogia.

Abstracto pensamento no tempo espacial do sonho

Indeferido... ao entregar-sea um lastimável momento,

como paradoxo caído do céu.

 

 

 

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Introspecção II

Sexta-feira, 21.08.09

O pensamento beija cada momento em que penso em ti

Em cada letra as lágrimas são de rendição

Em cada palavra não proferida, uma tempestade

de uma emoção que a custo contenho

Nesta proibição que me impus e não consigo aplicar.

 

Danço ao som do vento e o mar lá em baixo

Geme a sua longa dor, nas cores vibrantes

De mais um fim de tarde

Um anjo brinca comigo, gato e rato,

esconde-esconde, nas saias da mãe

Crianças a fazer construções na areia,

Delírio de sonhos de adultos a imaginar

Que a vida se move apenas aqui.

Figuras contempladas por olhos frios

de pássaros que gritam a sua liberdade.

E o altifalante rouco que me atropela

os ouvidos no meio do extenso areal.

A capela fica ali no meio do Oceano,

tão perto… que a toco com os olhos da mente.

Suavemente o mar agita o seu terno abraço,

nesta oração diária.

Escarpada esta inusitada e abstracta imagem

que me percorre o corpo, numa sensação

de arrepio delirante de saudade.!

 

Beijo cada momento em que penso em ti

Em cada frase escrevo um apelo que não lês.

Fico a mitigar a mágoa para ultrapassar este dia tão nosso.

E…imagino teu rosto desenhado nas nuvens distantes.

 

 Autora: Airam Vieira

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