Abriu o coração na perdida mente insana.
Era noite fria e morno foi o dia
Lua cheia reflectia uns olhos suaves,
através de um vidro água escorria
Ela chorava e ele mentia...
Procurou pelo fim da linha
em mais um daqueles momentos
não acabou e ela morria.
No espaço o filme daquele morro
descoberto, já nem as árvores o detinha,
e foi Primavera, verde florido eram os jarros
da sua vida, na brancura que ia e vinha
Na terra se deitou, era
eternidade e mais um dia.
Eu, só sei que hoje preciso de escrever
é tal o meu cansaço, que eu mesma não sei
se é do dia 11, ou da queda que dei!
O susto foi tão grande que parece que desmaei!
Não leves a mal este verso
do que em cima declarei, pois quem no
fim mais sofreu foi o meu cu, não fui eu!
A brincadeira acabou e logo a sensatez
voltou, pois já me arrependi
Do post que aqui coloquei!
Onde está a ideia?
O cérebro ocupou-se de projectos no sonho da vida.
A inspiração vem aos poucos cristalizada pelo sentir,
Fragmentado do cheiro da memória.
Inconstante e talvez inconsequente, mas mesmo assim
profundo.
Eu, na lógica do ser
pessoa que erra demasiado, fragilizada por tantos
sentires
Porque este produto que é a minha imagem
É só um invólucro, cujo brilho é atenuado pela ausência
de mim, em mim , na esfera da tua longa partida.
por não saberes o quanto dói, nunca irás e talvez nunca saibas,
apesar de utilizares o corpo em beneficio do sexo, e apenas isso!
Porque o amor não tem letras, com a boca fechada, no
sorriso falso de animal ferido.
Esta sou eu, apresento-me limpa de alma despida de
preconceitos.
O esboço delineado, amor que continua no brilho dos teus
olhos.
Na continuação de que as lágrimas estão dentro dos olhos
E não quero nunca mais engasgar-me com elas.
Neste espaço que ainda é meu.
Tu não sabes que penso em ti.
O espaço é silêncio
e com os pássaros voo
todos os dias na minha estrada
de olhos acesos neste mundo
de incógnitas.
As saudades... efeito tranquilo
dão-me asas coloridas.
pinto-as deste modo
simples nos olhos de quem me lê.
Tu não sabes que penso em ti
Papel amarrotado num dia perfeito.
Contudo, falta a imagem
do sorriso ao meu brinde
fim de tarde.
Fim de tarde não...
Porque a noite vem
suspeita de ser mais uma
nova lua, em que
a imaginação sente frio
deste continuo percurso
em que tu não sabes...
o quanto eu penso em ti.
Gosto da risada
da partilha
de quem tem tempo
para sorrir e semear
o perdão…
Gosto de quem ama
e gosta dos amigos
morre de saudades e
dá espaço à abertura
de emoções…
Gosto de sentir
Que os sonhos são
a vida…
De quem vive e luta
na senda
do dia a dia…
Gosto de gente feliz
que com lágrimas
dá a alma
por mais uma lição.
Gosto do prazer de oferecer
com ternura
um embrulho de gratidão.
Gosto de gente sensível
sem preço
que vive na ilusão
que todos, um dia unidos
de mãos dadas
o mesmo sentirão.
Hoje foi assim fremente, já sem mágoa
este meu sonho irrequieto, perdido
na vontade de te ter, a cada passo
mais uma incógnita, ao virar
de uma página que arde para sempre,
nas palavras deste meu livro.
És o mito que transborda
para além de um Outono quente, tantos Outonos
apagados de uma memória infinita.
Lembro-te o sorriso ausente
quando ao lixo deitas todo o meu afecto.
Sonho que me bombardeia a mente
a cada viagem à volta do meu mundo
que por ser pequeno, tão grande se torna
Toma conta e invade a minha esfera.
E, eu sentada cadeira vazia e coração em ti,
Sorrio... consigo sorrir e lembro mais uma vez
o olhar ardente no beijo que a boca pede
Eu e tu no reviver de um sonho.
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